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Transparência
na política interna
Quando se fala em
clima organizacional, a primeira coisa que costuma vir a mente
é a imagem de uma equipe feliz e unida, em que os chefes
são bonzinhos e não fazem cobranças.
Por isso mesmo, há quem diga no mercado que um bom
clima organizacional nem sempre é bom. "As pessoas
tendem a ficar acomodadas , sem desafios ou metas a cumprir,
porque ninguém ameaça seu espaço", declara
o headhunter Carlos Diz, da Spencer Stuart. "Um pouco de conflito
sempre cai bem".
Opiniões à
parte, e sem desprezar a importância de uma boa convivência,
vale ressaltar que a gestão do clima de uma empresa
não é medida pela quantidade de sorrisos ou
troca de gentilezas: trata-se de um instrumento técnico
para avaliar se a companhia está correspondendo às
expectativas dos funcionários. Não por uma questão
benemérita, mas porque está preocupada com o
retorno financeiro para os seus principais acionistas.
As empresas que passaram
a investir em pesquisas internas se deram conta que só
um funcionário que consegue enxergar um plano de carreira
claro dentro da empresa, sabe porque o seu colega ganha mais
(e o que ele precisa fazer para conseguir uma promoção
idêntica), sente-se reconhecido com os investimentos
em treinamento que a companhia faz, ou com os benefícios
que ela lhe oferece, consegue produzir realmente mais e melhor.
Ele cria um compromisso
com a empresa, a sente como sendo sua e, assim, torna-se responsável
pelo seu desempenho. Para Fátima Marques, da Hay do
Brasil, o tema remete à questão da liderança.
"Criar um bom clima organizacional só é possível
quando todos os escalões executivos, partindo da própria
presidência, cobra resultados depois de dar espaço
para cada um crescer".
Fonte:
Gazeta Mercantil, 19/09/2000
Japonês
cria ''dentes eletrônicos''

O dentista Japonês Hisashi Kishigami, recebeu nos Estados
Unidos e Japão as patentes pela criação
dos "dentes eletrônicos", que utilizam microchips. A
dentadura pode ser detectada com o uso de um radioreceptor.
Com isso, é possível saber exatamente quem é
o dono.
"Em alguns
asilos, é comum os idosos retirarem suas dentaduras
para serem limpas após as refeições,
que são lavadas todas juntas. Nesse caso, é
importante identificar cada uma delas para serem devolvidas
sem trocas", afirma Kishigami, em seu pedido de patente.
Folha
Online, 14/09/2000
O
vampiro pode estar ao seu lado: 10 formas para identificá-lo
Todos nós os
conhecemos! Sabemos como são! Como se vestem! E como
agem! E seus propósitos: sugar o sangue de suas vítimas,
pois só assim eles sobrevivem. De quem estamos falando???
É claro que dos "Vampiros dos filmes", o Conde Drácula
e seus amigos, seres errantes de capa preta e grandes dentes,
ávidos por sangue (ou energia vital), e que andam pelas
sombras em busca de suas vítimas que, na maioria das
vezes, não percebem sua presença ou atuação
maléfica, mesmo que estejam muito próximos.
Aí, o filme termina e os Vampiros desaparecem, certo!?!?
Errado!!!!
Existe um tipo de
vampiro que é de carne e osso, e que convivemos diariamente.
Estamos falando dos "Vampiros de Energia".
Os Vampiros de Energia são pessoas de nosso relacionamento
diário.
Pode ser nosso irmão(a), marido/esposa, empregado,
familiar, amigo de trabalho. vizinhos, gerente do banco, ou
seja qualquer pessoa de nosso convívio, que esta roubando
nossas energias, para se abastecer.
Eles roubam energia vital, comum no universo, mas que eles
não conseguem receber.
Mas, por que estas pessoas sugam nossa energia, afinal?
Bem, em primeiro lugar a maioria dos Vampiros de Energia atuam
inconscientemente, sugando a energia de suas vítimas,
sem saber o que estão fazendo.
O vampirismo ocorre porque as pessoas não conseguem
absorver as energias das fontes naturais (cósmicas,
telúricas, etc), tão abundantes, e ficam desequilibradas
energeticamente.
Quando as pessoas
bloqueiam o recebimento destas energias naturais (ou vitais),
elas precisam encontrar outras fontes de energia mais próxima,
que nada mais são do que as outras pessoas, ou seja,
você.
Na verdade, quase
todos nós, num momento ou outro de nossas vidas, quando
nos encontramos em um estado de desequilíbrio, acabamos
nos tornando Vampiros de Energia alheia.
Tipos de vampiros:
Mas, como identificar estas pessoas, ou estes vampiros?
Em estudos feitos, foram identificados os seguintes tipos
de vampiros (você provavelmente conhece mais de um).
Quais as principais características deles? Como
combatê-los???
a) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos.
Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o porque
não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir
a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo
as portas.
O melhor a fazer é usar de sua própria arma,
ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não
liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar
e se retire rapidamente.
b) Vampiro Crítico:
é aquele que critica a tudo e a todos, e o pior que
é só critica negativa e destrutiva. Vê
a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende
a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado
e abrirá seu sistema para que a energia seja sugada.
Diga "não" às suas críticas. Nunca concorde
com ele. A vida não é tão negra assim.
Não entre nesta vibração. O melhor é
cair fora e cortar até todo o tipo de contato.
c) Vampiro Adulador:
é o famoso "puxa-saco". Adula o ego da vítima,
cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir
pela adulação. Muito cuidado para não
dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que
o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar
a energia.
d) Vampiro Reclamador:
é aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida
do governo, do tempo, etc. Opõe-se a tudo, exige, reivindica,
protesta sem parar. E o mais engraçado é que
nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos
para justificar seus protestos.
Melhor tática é deixá-lo falando sozinho.
e) Vampiro Inquiridor:
sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas
sobre tudo, e não dá tempo para que a vítima
responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas.
Na verdade, ele não quer respostas e, sim, apenas desestabilizar
o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu
fluxo normal de pensamentos.
Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à
procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe
uma pergunta bem pessoal e contundente, e procure se afastar
assim que possível.
f) Vampiro Lamentoso:
são os lamentadores profissionais, que anos a fio choram
sua desgraças. Para sugar a energia da vítima,
ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz
de tudo para despertar pena. È sempre o coitado, a
vítima.
Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro,
é cortando suas asas. Corte suas lamentações
dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não
elas não resolvem situação alguma.
g) Vampiro Pegajoso:
investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da
vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la
com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece
um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos.
Se você não escapar rápido, ele irá
sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades:
Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando
náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará
desestabilizado, e, portanto, vulnerável.
Saia o mais rápido possível. Invente uma desculpa
e fuja rapidamente.
h) Vampiro Grilo-Falante:
a porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido.
Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção
da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se,
invente uma desculpa, levante-se e vá embora.
i) Vampiro Hipocondríaco:
cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar
bula de remédios. Desse jeito chama a atenção
dos outros, despertando preocupação e cuidados.
Enquanto descreve os
pormenores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos,
rouba a energia do ouvinte, que depois sente-se péssimo.
j) Vampiro Encrenqueiro:
para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas
só são resolvidas na base do tapa. Quer que
a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado
raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos
mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe
a energia.
Não dê campo para agressividade, procure manter
a calma e corte laços com este vampiro.
Bem, agora que você
já conhece como agem os Vampiros
de Energia, vá a caça deles, ou melhor,
saia fora deles o mais rápido possível . Mas,
não esqueça de verificar se você, sem
querer, é obvio, não é um destes tipos
de Vampiro...
Fraldas
podem causar infertilidade e câncer, diz estudo
Fraldas descartáveis podem ser a causa do aumento de
infertilidade masculina e de câncer nos testículos.
Um estudo feito na Alemanha aponta que esse tipo de fralda
pode ter um efeito negativo no desenvolvimento do sistema
reprodutor dos meninos e causar problemas graves a longo prazo.
Uma equipe de cientistas
da Universidade de Kiel constatou que o plástico usado
nas fraldas aumenta a temperatura da região escrotal
dos meninos em cerca de 1º. Temperaturas altas nesse local
causam uma redução na produção
de esperma em adultos.
Agora, os pesquisadores
alemães acreditam que o uso de fraldas descartáveis
pode explicar o aumento da infertilidade e redução
de esperma em contagens analisadas nos últimos 25 anos.
Fonte:
BBC Online, 26/09/2000
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Estudo
abre caminho para droga anti-HIV
Pesquisadores norte-americanos deram um novo passo para a
criação de mais uma droga para o coquetel anti-Aids.
Eles desenvolveram uma molécula que bloqueia uma das
funções vitais do vírus HIV, causador
da doença, impedindo que ele se multiplique.
O HIV infecta a célula em etapas. Cada uma é
controlada por uma proteína específica. Impedindo
a ação de qualquer uma dessas proteínas,
o invasor tem sua replicação interrompida.
As drogas mais eficientes existentes hoje contra a doença
inibem a protease (enzima que "molda" o HIV) e a transcriptase
reversa (que transforma o RNA do vírus em DNA).
A equipe de Virendranath Pandey, da Faculdade de Medicina
de New Jersey (EUA), conseguiu, em laboratório, interromper
mais uma proteína do ciclo do vírus: a Tat ("transativadora").
A Tat é a responsável por ativar o DNA do HIV
uma vez que ele se integra à célula. "É
como uma chave, que "liga" o DNA e inicia a replicação",
compara o virologista Paolo Zanotto, da Unifesp (Universidade
Federal de São Paulo).
Os americanos sintetizaram uma molécula de DNA que
se liga à Tat, emperrando a tal "chave".
"Não é um avanço muito grande", diz Zanotto.
"Há várias maneiras de inibir proteínas
do vírus, mas daí a conseguir uma aplicação
terapêutica é outra coisa."
A descoberta sai na revista "Biochemistry".
Fonte:
Folhaonline
Falar
muito ou pouco: o que é melhor?
Reunião da
gerência e ele fica caladão, enquanto os outros
colocam e discutem com veemência seu ponto de vista.
Na maioria das vezes ficar calado é um péssimo
negócio, nesses casos, pois transmite uma idéia
de indiferença aos acontecimentos, de desinteresse,
de pouca disposição para colaborar. Será
que esse calado não tinha nada de bom a dizer, algo
que pudesse contribuir para que a melhor decisão fosse
tomada, algo que pudesse ajudar o grupo a evitar conflitos,
enfim, algo que pudesse ajudar o grupo a sentir-se melhor?
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Outra situação:
o diretor faz uma explanação para o quadro de
gerência e abre para perguntas. Alguém levanta
a mão e começa a fazer uma pergunta longa e
não cem por cento pertinente. Perdeu pontos. Ou alguém
faz uma pergunta na qual se observa uma pontinha sutil de
intenção de fazer promoção pessoal.
Mais pontos perdidos.
No geral, entre falar muito e falar pouco é melhor
falar pouco. Hoje já se tem informação
demais no ar. O certo é falar menos, ouvir mais, mas
falar o necessário e útil. O resto pode-se guardar.
Quem
se isola perde grandes oportunidades
Oportunidade - uma
alternativa positiva que o mundo traz para a carreira de alguém.
Durante toda a vida as pessoas têm oportunidades e o
segredo é saber percebê-las e aproveitá-las
no tempo certo, até para não chorar depois pelo
leite derramado. Uma das regras para isso é perceber
que uma boa parte das oportunidades vêm de pessoas.
Elas é que trazem alternativas, idéias, ofertas,
apoio, suporte, dicas. Então um jeito fácil
de ampliar o seu leque de oportunidades na vida é manter
ligação adequada com o maior número de
pessoas possível.
A economia está
em crise? De repente no telefone para um amigo com quem você
não falava há muito tempo, eis que você
percebe que para o lado dele a crise está passando
longe. Daí pode vir uma alternativa. Se não
houver o contato, você nunca vai descobrir o que existe
de bom lá naquele outro canto do mundo onde está
seu amigo (que pode ser no próximo quarteirão).
Muitas pessoas se
fecham em seus afazeres ou preocupações. Perdem
grandes oportunidades, porque as oportunidades aparecem para
quem tem abertura para percebê-las.
Piccadilly
dá aulas sobre sapatos a vendedores
A fabricante de sapatos
femininos Piccadilly, de Igrejinha, na serra gaúcha,
partiu para uma ação com os vendedores de lojas
para impulsionar sua receita, que foi de 100 milhões
de reais em 1999.
Depois de descobrir
por meio de pesquisas que os vendedores precisariam conhecer
melhor o produto, criou a Universidade do Calçado Piccadilly.
Treinou cinco professores que estão percorrendo lojas
para ensinar aos vendedores, gerentes e balconistas tudo sobre
sapatos, desde como é a produção até
o que proporciona conforto para o usuário. "Os vendedores
estão adorando porque é muito mais fácil
vender o que se conhece", diz Paulo Grings, presidente da
empresa. "Estão aprendendo a fazer uma venda técnica".
A meta é atingir,
em três anos, 80% dos profissionais do mercado nacional.
Neste ano, a Piccadilly espera aumentar em 20% as vendas e
a sua universidade deve ajudar nisso. Até agora, o
curso ambulante percorreu 35 cidades e certificou 3 300 profissionais.
A Picaddilly vai estender o projeto a outros países
da América Latina, para quais destina 35% de sua produção.
Fonte:
Uol economia Online,21/09/2000
Quando
o clima favorece a alta da produtividade
Encravada em meio
às serras de Minas, na secular Mariana, a 100 Km de
Belo Horizonte, a principal planta da Samarco Mineração
em nada lembra aquelas velhas mineradoras, povoadas de caminhões
e poeira, com corpos exauridos trabalhando ao sol, ou correndo
risco de vida no interior das jazidas. A unidade de Germano,
onde funciona a mina de Alegria, mais parece um jardim projetado
por Burle Marx - não por acaso a empresa investe R$
3,5 milhões ao ano em meio ambiente.
Na usina de beneficiamento,
onde o minério de ferro bruto passa pelo processo industrial,
poeira e caminhões até existem, mas são
os próprios funcionários que decidem que regras
de segurança a empresa deve seguir para protegê-los.
Por mais estranho que pareça, à primeira vista,
uma empresa de mineração - a terceira maior
do País, com faturamento estimado em US$ 400 milhões
- pertencente a um segmento pesado, de matérias-primas,
é ganhadora pelo quinto ano consecutivo do ranking
das melhores empresas com clima organizacional, realizado
há dez anos pela consultoria Hay do Brasil.
"Apesar da realidade
adversa de uma mineradora, a Samarco prioriza condições
de trabalho, em todos escalões. Seu segredo é
valorizar pessoas, e conscientizá-las disso", diz a
consultora Fátima Marques, responsável pela
pesquisa na companhia. A empresa é a que tem a maior
tradição no ranking da Hay, que realizou a pesquisa
junto a 30 empresas nacionais, de diversos setores. Das outras
quatro que figuram no levantamento, duas são novatas
em pesquisa de clima: a gaúcha Telet Celular, e a Enersul,
de Mato Grosso do Sul.
A Belgo Mineira Bekaert,
do Grupo Belgo, de Minas Gerais, volta revigorada ao ranking,
depois de uma longa ausência. Para Luiz Fernando Giorgi,
presidente geral da Hay do Brasil - consultoria que já
realizou mais de 200 pesquisas sobre clima - as ganhadoras
do ranjing têm em comum a eficácia na comunicação
interna; o estilo de liderança (que elege as pessoas
como diferencial para a melhor produtividade); a orientação
clara para a performance de resultados (a empresa mostra o
que deseja do funcionário e este, por sua vez, demonstra
o que espera da empresa); e a agilidade na tomada de decisões
(quando um foco de conflito é detectado, as mudanças
não ficam para mais tarde).
Acima de tudo, todas
têm o claro interesse de aumentar a sua competitividade,
com o incremento da produção e da qualidade
dos serviços. Em cada companhia, a Hay pesquisou o
índice de favorabilidade, representado pela quantidade
de funcionários que responderam de forma positiva às
perguntas sobre clima. A pesquisa foi dividida em dois blocos
- dos executivos e do nível operacional. De acordo
com o presidente da Hay do Brasil, Luiz Fernando Giorgi, essa
separação é imposta com o objetivo de
gerar maior precisão nos resultados. "As necessidades
de segurança e de condições de trabalho
no nível operacional são bem mais expressivas
que no nível executivo", afirma.
Ainda assim, os questionários
tem em comum 70% das 90 perguntas apresentadas na pesquisa.
Na área operacional, as respostas são medidas
seguido uma escala, de 1 a 5, e são consideradas favoráveis
a partir do nível 4. Já entre os funcionários
executivos, as respostas favoráveis são contadas
a aprtir do nível 5, em uma escala que vai de 1 a 7.
Para efeito de comparação, a Hay costuma aproveitar,
nos rankings anuais, os dados de empresas clientes que realizaram
pesquisa de clima nos últimos dois anos. "Nossa orientação
é que as companhias promovam a pesquisa no máximo
a cada 24 meses", diz o consultor Luiz Gustavo Zanolli. "É
o período limite para que a empresa acompanhe as mudanças
geradas depois da divulgação da pesquisa".
Os questionários
são distribuídos entre todo o corpo funcional.
As respostas são confidenciais, não precisam
de indicação de nome ou área, e o funcionário
também não tem a menor obrigação
de responder a levantamento. E é justamente aí
que começa a ser medido o comprometimento do funcionário
com a empresa. A Samarco, por exemplo, apresentou o maior
grau de adesão à pesquisa: 98%, ou quase a totalidade
do seu corpo funcional. " O resultado demonstra que os funcionários
confiam que aquele questionário será levado
a sério", diz Fátima. "Conseguir os resultados
sobre como anda o clima á fácil.
A parte mais trabalhosa
é saber como a empresa vai fazer uso daqueles dados".
A Telet Celular, por sua vez, nem faz questão de esperar
os dois anos recomendados para uma nova pesquisa de clima.
"Vamos fazer ano a ano", diz Carlos Lubus, executivo responsável
pelo programa de gestão de clima na empresa, que recebeu
o sugestivo nome de gerente de emoções .
"A área foi criada para motivar a integração
e o comprometimento dos colaboradores", diz Lubus, que não
os chama de funcionários. "O termo colaboradores
foi escolhido por eles mesmos, em um plebiscito interno",
diz.
A companhia chama
a atenção pelo desempenho. Começou a
operar em fevereiro de 1999 e suou a camisa para fazer com
que seu clima organizacional superasse a pontuação
de empresas tradicionalmente reconhecidas no assunto, como
a Natura, que em 1999 apresentou um índice de favorabilidade
de 62% (a empresa de cosméticos deve realizar no final
deste ano uma nova pesquisa sobre clima). "Não construímos
o paraíso, mas queremos criar um ambiente favorável
para gerar retorno aos nossos acionistas", diz Lubus.
A empresa tem um
foco definido: faturou R$ 80 milhões em 1999 e planeja
dobrar a receita este ano. Desembarcou em 2000 com 185 mil
clientes, e pretende encerrar o ano com 500 mil. Para isso,
investe na qualidade do serviço. "Oferecemos 150 horas
de treinamento ao ano, só comparável ao padrão
japonês", gaba-se o gerente de emoções.
Na pesquisa da Hay,
a empresa ganha pontos ao indicar aos funcionários
sua disposição em investir em desenvolvimento,
incentivar a realocação interna de talentos,
além da orientação clara para a realização
de resultados. Mas ainda deixa a desejar no tocante à
integração entre as áreas, além
de melhorar a comunicação interna, no que toca
à política de administração de
salários. Na Telet, os cargos operacionais têm
um nível de satisfação superior ao dos
executivos: 70% contra 64%. A ultragaz, outra novata na pesquisa,
também soube identificar focos de conflito. "Precisamos
priorizar a comunicação e tornar mais claro
o nosso plano de carreira", diz o gerente de recursos humanos,
Francelina Valdrighi. Na companhia - dona de quinze unidades
industriais e 53 lojas próprias - cada gerente á
se reúne com a equipe, com resultados na mão,
para acelerar os processos de comunicação.
A objetividade está
entre os principais atributos destacados pela (índice
de 85), além da satisfação no relacionamento
com a chefia (66%). Para Francelina, no entanto, o índice
de adesão ao questionário, de 91%, representa
o melhor resultado. "Eles têm
orgulho de trabalhar aqui".
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