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09.10.2000
Ano II - Nº 29
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[LITERALMENTE]

GRH de Olho

 

 

Transparência na política interna

Quando se fala em clima organizacional, a primeira coisa que costuma vir a mente é a imagem de uma equipe feliz e unida, em que os chefes são bonzinhos e não fazem cobranças. Por isso mesmo, há quem diga no mercado que um bom clima organizacional nem sempre é bom. "As pessoas tendem a ficar acomodadas , sem desafios ou metas a cumprir, porque ninguém ameaça seu espaço", declara o headhunter Carlos Diz, da Spencer Stuart. "Um pouco de conflito sempre cai bem".

Opiniões à parte, e sem desprezar a importância de uma boa convivência, vale ressaltar que a gestão do clima de uma empresa não é medida pela quantidade de sorrisos ou troca de gentilezas: trata-se de um instrumento técnico para avaliar se a companhia está correspondendo às expectativas dos funcionários. Não por uma questão benemérita, mas porque está preocupada com o retorno financeiro para os seus principais acionistas.

As empresas que passaram a investir em pesquisas internas se deram conta que só um funcionário que consegue enxergar um plano de carreira claro dentro da empresa, sabe porque o seu colega ganha mais (e o que ele precisa fazer para conseguir uma promoção idêntica), sente-se reconhecido com os investimentos em treinamento que a companhia faz, ou com os benefícios que ela lhe oferece, consegue produzir realmente mais e melhor.

Ele cria um compromisso com a empresa, a sente como sendo sua e, assim, torna-se responsável pelo seu desempenho. Para Fátima Marques, da Hay do Brasil, o tema remete à questão da liderança. "Criar um bom clima organizacional só é possível quando todos os escalões executivos, partindo da própria presidência, cobra resultados depois de dar espaço para cada um crescer".

Fonte: Gazeta Mercantil, 19/09/2000

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Japonês cria ''dentes eletrônicos''


O dentista Japonês Hisashi Kishigami, recebeu nos Estados Unidos e Japão as patentes pela criação dos "dentes eletrônicos", que utilizam microchips. A dentadura pode ser detectada com o uso de um radioreceptor. Com isso, é possível saber exatamente quem é o dono.

"Em alguns asilos, é comum os idosos retirarem suas dentaduras para serem limpas após as refeições, que são lavadas todas juntas. Nesse caso, é importante identificar cada uma delas para serem devolvidas sem trocas", afirma Kishigami, em seu pedido de patente.

Folha Online, 14/09/2000

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O vampiro pode estar ao seu lado: 10 formas para identificá-lo

Todos nós os conhecemos! Sabemos como são! Como se vestem! E como agem! E seus propósitos: sugar o sangue de suas vítimas, pois só assim eles sobrevivem. De quem estamos falando??? É claro que dos "Vampiros dos filmes", o Conde Drácula e seus amigos, seres errantes de capa preta e grandes dentes, ávidos por sangue (ou energia vital), e que andam pelas sombras em busca de suas vítimas que, na maioria das vezes, não percebem sua presença ou atuação maléfica, mesmo que estejam muito próximos.
Aí, o filme termina e os Vampiros desaparecem, certo!?!?
Errado!!!!

Existe um tipo de vampiro que é de carne e osso, e que convivemos diariamente.
Estamos falando dos "Vampiros de Energia".
Os Vampiros de Energia são pessoas de nosso relacionamento diário.
Pode ser nosso irmão(a), marido/esposa, empregado, familiar, amigo de trabalho. vizinhos, gerente do banco, ou seja qualquer pessoa de nosso convívio, que esta roubando nossas energias, para se abastecer.
Eles roubam energia vital, comum no universo, mas que eles não conseguem receber.
Mas, por que estas pessoas sugam nossa energia, afinal?
Bem, em primeiro lugar a maioria dos Vampiros de Energia atuam inconscientemente, sugando a energia de suas vítimas, sem saber o que estão fazendo.
O vampirismo ocorre porque as pessoas não conseguem absorver as energias das fontes naturais (cósmicas, telúricas, etc), tão abundantes, e ficam desequilibradas energeticamente.

Quando as pessoas bloqueiam o recebimento destas energias naturais (ou vitais), elas precisam encontrar outras fontes de energia mais próxima, que nada mais são do que as outras pessoas, ou seja, você.

Na verdade, quase todos nós, num momento ou outro de nossas vidas, quando nos encontramos em um estado de desequilíbrio, acabamos nos tornando Vampiros de Energia alheia.

Tipos de vampiros:

Mas, como identificar estas pessoas, ou estes vampiros?
Em estudos feitos, foram identificados os seguintes tipos de vampiros (você provavelmente conhece mais de um).

Quais as principais características deles? Como combatê-los???

a) Vampiro Cobrador: Cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o porque não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas.
O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar porque ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar e se retire rapidamente.

b) Vampiro Crítico: é aquele que critica a tudo e a todos, e o pior que é só critica negativa e destrutiva. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá seu sistema para que a energia seja sugada.
Diga "não" às suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração. O melhor é cair fora e cortar até todo o tipo de contato.

c) Vampiro Adulador: é o famoso "puxa-saco". Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.

d) Vampiro Reclamador: é aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida do governo, do tempo, etc. Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. E o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos.
Melhor tática é deixá-lo falando sozinho.

e) Vampiro Inquiridor: sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo, e não dá tempo para que a vítima responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade, ele não quer respostas e, sim, apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos.
Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente, e procure se afastar assim que possível.

f) Vampiro Lamentoso: são os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. È sempre o coitado, a vítima.
Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não elas não resolvem situação alguma.

g) Vampiro Pegajoso: investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades:
Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e, portanto, vulnerável.
Saia o mais rápido possível. Invente uma desculpa e fuja rapidamente.

h) Vampiro Grilo-Falante: a porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se, invente uma desculpa, levante-se e vá embora.

i) Vampiro Hipocondríaco: cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros, despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os
pormenores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois sente-se péssimo.

j) Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia.
Não dê campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.

Bem, agora que você já conhece como agem os Vampiros de Energia, vá a caça deles, ou melhor, saia fora deles o mais rápido possível . Mas, não esqueça de verificar se você, sem querer, é obvio, não é um destes tipos de Vampiro...

 

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Fraldas podem causar infertilidade e câncer, diz estudo

Fraldas descartáveis podem ser a causa do aumento de infertilidade masculina e de câncer nos testículos.
Um estudo feito na Alemanha aponta que esse tipo de fralda pode ter um efeito negativo no desenvolvimento do sistema reprodutor dos meninos e causar problemas graves a longo prazo.

Uma equipe de cientistas da Universidade de Kiel constatou que o plástico usado nas fraldas aumenta a temperatura da região escrotal dos meninos em cerca de 1º. Temperaturas altas nesse local causam uma redução na produção de esperma em adultos.

Agora, os pesquisadores alemães acreditam que o uso de fraldas descartáveis pode explicar o aumento da infertilidade e redução de esperma em contagens analisadas nos últimos 25 anos.

Fonte: BBC Online, 26/09/2000

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Estudo abre caminho para droga anti-HIV

Pesquisadores norte-americanos deram um novo passo para a criação de mais uma droga para o coquetel anti-Aids. Eles desenvolveram uma molécula que bloqueia uma das funções vitais do vírus HIV, causador da doença, impedindo que ele se multiplique.
O HIV infecta a célula em etapas. Cada uma é controlada por uma proteína específica. Impedindo a ação de qualquer uma dessas proteínas, o invasor tem sua replicação interrompida.
As drogas mais eficientes existentes hoje contra a doença inibem a protease (enzima que "molda" o HIV) e a transcriptase reversa (que transforma o RNA do vírus em DNA).
A equipe de Virendranath Pandey, da Faculdade de Medicina de New Jersey (EUA), conseguiu, em laboratório, interromper mais uma proteína do ciclo do vírus: a Tat ("transativadora").
A Tat é a responsável por ativar o DNA do HIV uma vez que ele se integra à célula. "É como uma chave, que "liga" o DNA e inicia a replicação", compara o virologista Paolo Zanotto, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Os americanos sintetizaram uma molécula de DNA que se liga à Tat, emperrando a tal "chave".
"Não é um avanço muito grande", diz Zanotto. "Há várias maneiras de inibir proteínas do vírus, mas daí a conseguir uma aplicação terapêutica é outra coisa."
A descoberta sai na revista "Biochemistry".

Fonte: Folhaonline

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Falar muito ou pouco: o que é melhor?

Reunião da gerência e ele fica caladão, enquanto os outros colocam e discutem com veemência seu ponto de vista. Na maioria das vezes ficar calado é um péssimo negócio, nesses casos, pois transmite uma idéia de indiferença aos acontecimentos, de desinteresse, de pouca disposição para colaborar. Será que esse calado não tinha nada de bom a dizer, algo que pudesse contribuir para que a melhor decisão fosse tomada, algo que pudesse ajudar o grupo a evitar conflitos, enfim, algo que pudesse ajudar o grupo a sentir-se melhor?

Outra situação: o diretor faz uma explanação para o quadro de gerência e abre para perguntas. Alguém levanta a mão e começa a fazer uma pergunta longa e não cem por cento pertinente. Perdeu pontos. Ou alguém faz uma pergunta na qual se observa uma pontinha sutil de intenção de fazer promoção pessoal. Mais pontos perdidos.
No geral, entre falar muito e falar pouco é melhor falar pouco. Hoje já se tem informação demais no ar. O certo é falar menos, ouvir mais, mas falar o necessário e útil. O resto pode-se guardar.

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Quem se isola perde grandes oportunidades

Oportunidade - uma alternativa positiva que o mundo traz para a carreira de alguém. Durante toda a vida as pessoas têm oportunidades e o segredo é saber percebê-las e aproveitá-las no tempo certo, até para não chorar depois pelo leite derramado. Uma das regras para isso é perceber que uma boa parte das oportunidades vêm de pessoas. Elas é que trazem alternativas, idéias, ofertas, apoio, suporte, dicas. Então um jeito fácil de ampliar o seu leque de oportunidades na vida é manter ligação adequada com o maior número de pessoas possível.

A economia está em crise? De repente no telefone para um amigo com quem você não falava há muito tempo, eis que você percebe que para o lado dele a crise está passando longe. Daí pode vir uma alternativa. Se não houver o contato, você nunca vai descobrir o que existe de bom lá naquele outro canto do mundo onde está seu amigo (que pode ser no próximo quarteirão).

Muitas pessoas se fecham em seus afazeres ou preocupações. Perdem grandes oportunidades, porque as oportunidades aparecem para quem tem abertura para percebê-las.

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Piccadilly dá aulas sobre sapatos a vendedores

A fabricante de sapatos femininos Piccadilly, de Igrejinha, na serra gaúcha, partiu para uma ação com os vendedores de lojas para impulsionar sua receita, que foi de 100 milhões de reais em 1999.

Depois de descobrir por meio de pesquisas que os vendedores precisariam conhecer melhor o produto, criou a Universidade do Calçado Piccadilly. Treinou cinco professores que estão percorrendo lojas para ensinar aos vendedores, gerentes e balconistas tudo sobre sapatos, desde como é a produção até o que proporciona conforto para o usuário. "Os vendedores estão adorando porque é muito mais fácil vender o que se conhece", diz Paulo Grings, presidente da empresa. "Estão aprendendo a fazer uma venda técnica".

A meta é atingir, em três anos, 80% dos profissionais do mercado nacional. Neste ano, a Piccadilly espera aumentar em 20% as vendas e a sua universidade deve ajudar nisso. Até agora, o curso ambulante percorreu 35 cidades e certificou 3 300 profissionais. A Picaddilly vai estender o projeto a outros países da América Latina, para quais destina 35% de sua produção.

Fonte: Uol economia Online,21/09/2000

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Quando o clima favorece a alta da produtividade

Encravada em meio às serras de Minas, na secular Mariana, a 100 Km de Belo Horizonte, a principal planta da Samarco Mineração em nada lembra aquelas velhas mineradoras, povoadas de caminhões e poeira, com corpos exauridos trabalhando ao sol, ou correndo risco de vida no interior das jazidas. A unidade de Germano, onde funciona a mina de Alegria, mais parece um jardim projetado por Burle Marx - não por acaso a empresa investe R$ 3,5 milhões ao ano em meio ambiente.

Na usina de beneficiamento, onde o minério de ferro bruto passa pelo processo industrial, poeira e caminhões até existem, mas são os próprios funcionários que decidem que regras de segurança a empresa deve seguir para protegê-los. Por mais estranho que pareça, à primeira vista, uma empresa de mineração - a terceira maior do País, com faturamento estimado em US$ 400 milhões - pertencente a um segmento pesado, de matérias-primas, é ganhadora pelo quinto ano consecutivo do ranking das melhores empresas com clima organizacional, realizado há dez anos pela consultoria Hay do Brasil.

"Apesar da realidade adversa de uma mineradora, a Samarco prioriza condições de trabalho, em todos escalões. Seu segredo é valorizar pessoas, e conscientizá-las disso", diz a consultora Fátima Marques, responsável pela pesquisa na companhia. A empresa é a que tem a maior tradição no ranking da Hay, que realizou a pesquisa junto a 30 empresas nacionais, de diversos setores. Das outras quatro que figuram no levantamento, duas são novatas em pesquisa de clima: a gaúcha Telet Celular, e a Enersul, de Mato Grosso do Sul.

A Belgo Mineira Bekaert, do Grupo Belgo, de Minas Gerais, volta revigorada ao ranking, depois de uma longa ausência. Para Luiz Fernando Giorgi, presidente geral da Hay do Brasil - consultoria que já realizou mais de 200 pesquisas sobre clima - as ganhadoras do ranjing têm em comum a eficácia na comunicação interna; o estilo de liderança (que elege as pessoas como diferencial para a melhor produtividade); a orientação clara para a performance de resultados (a empresa mostra o que deseja do funcionário e este, por sua vez, demonstra o que espera da empresa); e a agilidade na tomada de decisões (quando um foco de conflito é detectado, as mudanças não ficam para mais tarde).

Acima de tudo, todas têm o claro interesse de aumentar a sua competitividade, com o incremento da produção e da qualidade dos serviços. Em cada companhia, a Hay pesquisou o índice de favorabilidade, representado pela quantidade de funcionários que responderam de forma positiva às perguntas sobre clima. A pesquisa foi dividida em dois blocos - dos executivos e do nível operacional. De acordo com o presidente da Hay do Brasil, Luiz Fernando Giorgi, essa separação é imposta com o objetivo de gerar maior precisão nos resultados. "As necessidades de segurança e de condições de trabalho no nível operacional são bem mais expressivas que no nível executivo", afirma.

Ainda assim, os questionários tem em comum 70% das 90 perguntas apresentadas na pesquisa. Na área operacional, as respostas são medidas seguido uma escala, de 1 a 5, e são consideradas favoráveis a partir do nível 4. Já entre os funcionários executivos, as respostas favoráveis são contadas a aprtir do nível 5, em uma escala que vai de 1 a 7. Para efeito de comparação, a Hay costuma aproveitar, nos rankings anuais, os dados de empresas clientes que realizaram pesquisa de clima nos últimos dois anos. "Nossa orientação é que as companhias promovam a pesquisa no máximo a cada 24 meses", diz o consultor Luiz Gustavo Zanolli. "É o período limite para que a empresa acompanhe as mudanças geradas depois da divulgação da pesquisa".

Os questionários são distribuídos entre todo o corpo funcional. As respostas são confidenciais, não precisam de indicação de nome ou área, e o funcionário também não tem a menor obrigação de responder a levantamento. E é justamente aí que começa a ser medido o comprometimento do funcionário com a empresa. A Samarco, por exemplo, apresentou o maior grau de adesão à pesquisa: 98%, ou quase a totalidade do seu corpo funcional. " O resultado demonstra que os funcionários confiam que aquele questionário será levado a sério", diz Fátima. "Conseguir os resultados sobre como anda o clima á fácil.

A parte mais trabalhosa é saber como a empresa vai fazer uso daqueles dados". A Telet Celular, por sua vez, nem faz questão de esperar os dois anos recomendados para uma nova pesquisa de clima. "Vamos fazer ano a ano", diz Carlos Lubus, executivo responsável pelo programa de gestão de clima na empresa, que recebeu o sugestivo nome de gerente de emoções . "A área foi criada para motivar a integração e o comprometimento dos colaboradores", diz Lubus, que não os chama de funcionários. "O termo colaboradores foi escolhido por eles mesmos, em um plebiscito interno", diz.

A companhia chama a atenção pelo desempenho. Começou a operar em fevereiro de 1999 e suou a camisa para fazer com que seu clima organizacional superasse a pontuação de empresas tradicionalmente reconhecidas no assunto, como a Natura, que em 1999 apresentou um índice de favorabilidade de 62% (a empresa de cosméticos deve realizar no final deste ano uma nova pesquisa sobre clima). "Não construímos o paraíso, mas queremos criar um ambiente favorável para gerar retorno aos nossos acionistas", diz Lubus.

A empresa tem um foco definido: faturou R$ 80 milhões em 1999 e planeja dobrar a receita este ano. Desembarcou em 2000 com 185 mil clientes, e pretende encerrar o ano com 500 mil. Para isso, investe na qualidade do serviço. "Oferecemos 150 horas de treinamento ao ano, só comparável ao padrão japonês", gaba-se o gerente de emoções.

Na pesquisa da Hay, a empresa ganha pontos ao indicar aos funcionários sua disposição em investir em desenvolvimento, incentivar a realocação interna de talentos, além da orientação clara para a realização de resultados. Mas ainda deixa a desejar no tocante à integração entre as áreas, além de melhorar a comunicação interna, no que toca à política de administração de salários. Na Telet, os cargos operacionais têm um nível de satisfação superior ao dos executivos: 70% contra 64%. A ultragaz, outra novata na pesquisa, também soube identificar focos de conflito. "Precisamos priorizar a comunicação e tornar mais claro o nosso plano de carreira", diz o gerente de recursos humanos, Francelina Valdrighi. Na companhia - dona de quinze unidades industriais e 53 lojas próprias - cada gerente á se reúne com a equipe, com resultados na mão, para acelerar os processos de comunicação.

A objetividade está entre os principais atributos destacados pela (índice de 85), além da satisfação no relacionamento com a chefia (66%). Para Francelina, no entanto, o índice de adesão ao questionário, de 91%, representa o melhor resultado. "Eles têm orgulho de trabalhar aqui".

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